São Paulo me bate no estômago. Aliás, toda cidade eu percebo com a boca do estômago. É incrível, basta eu chegar a São Paulo que logo fico indisposto. Começo a me contorcer nauseado quando vejo as tonalidades de cinza, ocre e um verde pálido e espesso que encontro entre rasgos de calçadas e longas paredes infiltradas de prédios esfacelados. Fico realmente mal quando chego a essa cidade. Mas essa sensação é algo que perdura em uma infinita primeira hora de não-constantes primeiros contatos. Depois passa.
22.5.12
Inhotim é um lugar incrível. Lá você respira arte e pode comer duas coxinhas e tomar uma coca-cola por apenas R$12,50.
21.5.12
Todas as flores. É o que você merece. Todas as flores. Acácias, lírios e amores, Perfeitos ou não, É o que eu tenho pra te dar.
Todos os cheiros. Você têm todos os cheiros. Dama da noite, jasmim; Em noite acalorada, Um completo jardim.
Todas as formas. As mais belas formas. Tulipas, orquídeas e rosas. Na sombra, no leito ou encosta. Amanhece orvalhada pra mim.
20.5.12
"A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai. Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem usando borboletas."
Manoel de Barros
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